Sobre Memórias

6 de março de 2010

















Um novo trabalho vai formando-se aos poucos; foto a foto vem surgindo. Como um diário que vai sendo escrito a cada novo instante. Fala sobre memórias, marcas passadas, cicatrizes. É como se hoje eu pudesse registrar alguma coisa que tenha ficado apagado na minha memória há um tempo atrás. É um trabalho doloroso.

Linha do Tempo

24 de fevereiro de 2010




Tempo: (1) duração relativa das coisas que cria no ser humano a idéia de presente, passado e futuro; período contínuo e indefinido no qual os eventos se sucedem … (2) determinado período considerado em relação aos acontecimentos nele ocorridos; época …


Nessa época meus cabelos ainda eram longos. O tempo no velho relógio sobre a arca parecia se arrastar. Tudo era mais lento. E olha que isso nem faz tanto tempo assim. Pensei em Sinal Fechado, do Paulinho da Viola. Pensei nos velhos tempos e me deu saudade. Aquela casa era linda. Nasci e fiquei adulto lá, minha referência está na sombra daquelas grades projetadas de manhã cedinho na varanda. Hoje meus cabelos são curtos e o tempo parece correr mais rápido. Tudo bem eu vou indo em busca de um sono tranquilo, quem sabe…

Transitorius

8 de fevereiro de 2010




























Transitorius, em latim significa aquilo que é passageiro, que dura apenas certo tempo, breve, transitivo, efêmero. É o intervalo de tempo que serve de passagem entre um estado de coisa e outro. Assim como o Carnaval, corte no tempo, que abre as portas e da passagem a seres ocultos. Moradores dos mais profundos interiores humanos; personagens de sonhos velados, imaginários infantis, demoníacos, sexuais. Todos, em alterado estado de consciência, mas que retornam a seus esconderijos quando chega a quarta-feira.

Botei meu barco n’água para navegar

2 de fevereiro de 2010






Quando criou o mundo, Olorum destinou a cada orixá uma função. Iemanjá, casada com Oxalá, ficou com as tarefas domésticas.


Muito aborrecida por ter função tão pouco nobre desandou a reclamar durante uma eternidade aos ouvidos do marido. Onde Oxalá ia, lá estava ela a reclamar. Tantas foram as brigas que Oxalá enlouqueceu. Perdeu seu sentido e passou a vagar alheio a tudo e a todos.


Iemanjá ficou desesperada. Sofreria castigos implacáveis e nunca seria perdoada por Olorum, tamanho o problema que criou ao mundo.


Arrependida, pois-se a cuidar do ori do marido com o amor e o carinho que nunca soube que possuia. Tanto cuidado e dedicação fez com que Oxalá fosse curado. Vendo isso, foi a vez de Olorum reconhecer o bem que ela fez ao mundo e deu-lhe o poder de cuidar dos oris de todos os homens.


Dessa maneira, Iemanjá tornou-se a dona de todos os oris, a rainha de todas as cabeças.

Auto-retrato #1

31 de janeiro de 2010




Um auto-retrato bem antigo, achado em um HD qualquer.


Gosto de rever o tempo. Revirar imagens antigas, negativos, arquivos que nunca foram finalizados ou impressos e sabe-se lá porque motivo foram produzidos. Imagens a espera de séries, como palavras rabiscadas a esmo que talvez algum dia formem uma frase, ou que nunca façam sentido algum.


Aliás, que sentido faz um auto-retrato num espelho retrovisor?

O acaso e a dúvida

25 de janeiro de 2010






Gosto de imagens que me surgem no meio da rua quando o que menos espero é que me apareça algo interessante.


Fiquei depois pensando no autor daquilo. Uma série de perguntas me vem a cabeça. Quem será que escreveu, o que realmente queria? Quem será o dono de todo esse amor?


Provavelmente nunca saberei.

Diários #1

25 de janeiro de 2010






I Know Where the Summer Goes

20 de janeiro de 2010










Há algum tempo conheci o belíssimo trabalho do artista Ryan McGinley. Atualmente em Nova Iorque, Ryan foi o fotógrafo mais jovem a ter uma individual no Whitney Museum. Fotografia das boas, das melhores coisas que vi ultimamente.

Casa nova 2

20 de janeiro de 2010

Claudia Teixeira, a responsável pela casa nova ta aqui no Arteinfolio. E ainda divide comigo, entre outras coisas o design da revista eletrônica de arte visuais VERBETE.art.

Casa nova

20 de janeiro de 2010

Ano novo, casa nova.

Há algum tempo que vem me martelando a cabeça a vontade de ter novamente um blog. Coisa simples. A ideia é ir colocando por aqui novos trabalhos, registros ainda em processo, idéias, notícias e etc.

Enfim, um sketchbook, quase como um diário de bordo, sem regras ou cobranças, qualquer coisa pode passar por aqui.

Comentários, críticas e sugestões são muito bem-vindos.