
Quando criou o mundo, Olorum destinou a cada orixá uma função. Iemanjá, casada com Oxalá, ficou com as tarefas domésticas.
Muito aborrecida por ter função tão pouco nobre desandou a reclamar durante uma eternidade aos ouvidos do marido. Onde Oxalá ia, lá estava ela a reclamar. Tantas foram as brigas que Oxalá enlouqueceu. Perdeu seu sentido e passou a vagar alheio a tudo e a todos.
Iemanjá ficou desesperada. Sofreria castigos implacáveis e nunca seria perdoada por Olorum, tamanho o problema que criou ao mundo.
Arrependida, pois-se a cuidar do ori do marido com o amor e o carinho que nunca soube que possuia. Tanto cuidado e dedicação fez com que Oxalá fosse curado. Vendo isso, foi a vez de Olorum reconhecer o bem que ela fez ao mundo e deu-lhe o poder de cuidar dos oris de todos os homens.
Dessa maneira, Iemanjá tornou-se a dona de todos os oris, a rainha de todas as cabeças.









Hoje é dia de levar as florzinhas dela
Tô pra ver filha com gênio mais parecido com o da mãe…rs
“Quanto nome tem a Rainha do Mar? Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Inaê, Sereia, Mucunã, Maria, Dona Iemanjá.
Onde ela vive? Onde ela mora?
Nas águas, Na loca de pedra, Num palácio encantado, No fundo do mar.
O que ela gosta? O que ela adora?
Perfume, Flor, espelho e pente Toda sorte de presente Pra ela se enfeitar.
Como se saúda a Rainha do Mar? Como se saúda a Rainha do Mar?
Alodê, Odofiaba, Minha-mãe, Mãe-d’água,
Odoyá!”
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